O Eucalipto tem sido uma espécie que tem recebido muitas críticas e à qual se dá pouco valor. Por esse motivo venho falar sobre o trabalho que tenho feito com ele.

Desde o inicio das plantações que esta espécie me tem permitido ter matéria orgânica para criar pilhas de composto, cobrir os canteiros com o material triturado, criar os limites dos canteiros com troncos no chão (que estão constantemente a criar vida no seu processo de decomposição e alimentação do solo) e ainda promover cobertura constante dos canteiros com o manejo da sua rebrota.

A força da sua rebrota é a melhor em todo o local e por isso exige constante manejo. Mas tem o beneficio de termos constantemente matéria para re-cobrir os canteiros até durante o verão. Com este constante manejo ao trazer a sua biomassa para a terra, ele é o melhor aliado para reter humidade no solo. Ao invés do que sempre costumamos ouvir sobre “retirar água do lugar”.

Para além deste trabalho, ainda existe a parte não visível ao primeiro olhar sobre o trabalho das suas raizes que vão profundas. Ajudando na disponibilização de água e nutrientes a outras plantas menos capazes.

Como prova do seu vigor e capacidade de produzir biomassa e cobertura viva do solo, as fotos acima demonstram a rebrota de uma poda feita a 5m de altura no mês de Dezembro.

Na plantação estou a utilizar o Choupo-negro para cumprir a mesma função do Eucalipto. Mas no entanto numa das linhas utilizei eucaliptos ao lado das estacas de Choupo-negro para poder escolher quem faz melhor o trabalho.

Ao lado deste Eucalipto é possível ver o Choupo-negro tentando acompanhar o seu crescimento. Mas vemos como o Eucalipto não só produz muito mais ramagem e superfície de fotossíntese mas também ainda mantém as folhas durante o inverno. De acrescentar que este eucalipto foi plantado no inicio de março de 2019 e esteve quase a morrer por esperar (muda pequena) em más condições desde dezembro de 2018. Até à data cresceu cerca de 1,90m.

Podemos concluir que as monoculturas são resultado de áreas pobres e degradadas, pois utilizando as espécies de maneira correta em agrofloresta, podemos beneficiar (eco-sistema) muito mais das suas capacidades.

Seguir: